6.12.16

Contaminações, XI






















Fotogramas de Laitakaupungin Valot / Luzes no Crepúsculo (2006), Aki Kaurismäki // Fotografias de Aino Kannisto

(Há algo na água da Finlândia.)

3.12.16

A 1000 times

Tão em loop na tola (a 1000 times, a 1000 times), que ontem me deu uma insónia.





I had a dream that you were mine
I’ve had that dream a thousand times
A thousand times, a thousand times
I’ve had that dream a thousand times

I left my room on the west side
I walked from noon until the night
I changed my crowd, I ditched my tie
I watched the sparks fly off the fire
I found your house, I didn’t even try
They’d closed the shutters, they’d pulled the blinds
My eyes were red, the streets were bright
Those ancient years were black and white

The 10th of November, the year's almost over
If I had your number, I’d call you tomorrow
If my eyes were open, I’d be kicking the doors in
But all that I have is this old dream I’ve always had

A thousand times, a thousand times
I’ve had that dream a thousand times
A thousand times, a thousand times
I’ve had that dream a thousand times

I left my room on the west side
I walked from noon through the night
I changed my crowd, I ditched my tie
I watched the sparks fly off the fire
I found your old house, I didn’t even try
They’d closed the shutters, they’d pulled the blinds
I had a dream that you were mine
I’ve had that dream a thousand times

But I don’t answer questions, I just keep on guessing
My eyes are still open, the curtains are closing
But all that I have is this old dream I must have had

A thousand times, a thousand times
I’ve had that dream a thousand times
A thousand times, a thousand times
I’ve had that dream a thousand times
A thousand times, a thousand times
I’ve had that dream a thousand times
A thousand times, a thousand times
I’ve had that dream a thousand times

2.12.16

Naçom

— Bom dia, Porto. ♥
— Bom dia, minha pequenina mais linda. ♥

Awwwwww.

23.11.16

Preoccupations {anxiety, memory, stimulation, fever}







With a sense of urgency and unease
Second-guessing just about everything
Recollections of a nightmare
So cryptic and incomprehensible

Encompassing
Anxiety

No control, no compensation
A jaded need for some astonishment
It's a blunt humiliation
Not at risk of being overconfident

Encompassing
Anxiety

I'm spinning in a vacuum
Deteriorating to great acclaim
Everybody's fallen by the wayside
Nowhere near to finding better ways to be
I'm not here purely for the sake
Of breathing, I am wide awake
Excuse my efforts for today

All-encompassing
Anxiety

I'm spinning in a vacuum
Deteriorating to great acclaim
Help has fallen by the wayside
Nowhere near to finding better ways to be
I'm not here purely for the sake
Of breathing, I am wide awake
Excuse my efforts for today


Preoccupations (antigos Viet Cong), Preoccupations (2016)

22.11.16

-

Coitadas das pessoas que estão cheias de vontade de viver, parecem uns balões, até dá pena.

Sorrow

Sorrow found me when I was young 
Sorrow waited 
Sorrow w... Isso é que era bom.

14.11.16

Hold on Magnolia

Hold on Magnolia to that great highway moon
No one has to be that strong
But if you're stubborn like me
I know what you're trying to be
Hold on Magnolia, I hear that station bell ring
You might be holding the last light I see
Before the dark finally gets a hold of me
Hold on Magnolia, I know what a true friend you've been
In my life I have had my doubts
But tonight I think I've worked it out with all of them
Hold on Magnolia to the thunder and the rain
To the lightning that has just signed my name to the bottom line
Hold on Magnolia, I hear that lonesome whistle whine
Hold on Magnolia
I think it's almost time

Managed

10.11.16

ATENÇÃO À DIREITA

23.10.16

♥♥♥

Ghost Dog: The Way of the Samurai (1999), Jim Jarmusch

The wire in everything, III

Ghost Dog: The Way of the Samurai (1999), Jim Jarmusch 

His name wasn't yet.

20.10.16

The wire in everything, II


—Who's your dawg?
—You my dawg.

Diz o Cheese, que participa na melhor banda sonora de sempre do ano, a do Ghost Dawg, da autoria do seu peer RZA.

The wire in everything

Ghost Dog: The Way of the Samurai (1999), Jim Jarmusch 

A man must have a code.

19.10.16

Ghost Dog

Três dos meus momentos preferidos seguidos. Uau. E se vires o filme inteiro, é um momento preferido atrás de outro. O gajo sabia montar, lá isso sabia.

13.10.16

Nobel

Estou radiante com este prémio Nobel. Só tenho pena de já não trabalhar no ramo para poder assistir à desorientação das almas que todos os anos destinam este dia a uma ida às livrarias, para abrir os cordões irreflectidos à sua inesgotável bolsa, e que agora são forçadas a dispersar, sem saber para onde ir. Então mas este ano, para conhecer o Nobel da Literatura, tem de se ir para casa ouvir música? E as editoras e as livrarias não vão passar o ano a lucrar com esta merda? Não há nada para editar?! Opá, mas que mundo é este?

(O Tarântula, as Crónicas e as Canções nada podem contra o meu contentamento.)

11.10.16

Já não me falta *nem um* para ter toute la Bénédicte

Thanks, bitch.

O inferno é estar morto

O volume agora publicado, O Coração do Homem, poderia ser lido como uma espécie de manifesto (em forma de romance) sobre a fragilidade da vida, e também sobre como por vezes permitimos que a vida estagne, que se torne mais difícil. “O inferno é estar morto e apercebermo-nos de que não nos importámos com a vida enquanto tivemos a oportunidade de o fazer.”


José Riço Direitinho, A solidão é o que resta da impossibilidade de partir, Público

Resumo descritivo

Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes
E os ângulos agudos.

Cesário Verde-Limão

7.10.16

Ketamine for breakfast

Yeah my future is bright
but my past tryina ruin me

I Had Too Much To Dream (last night)

O pesadelo de um é o sonho molhado do psicoterapeuta.

5.10.16

Mafs mellow


© Menina Limão

Em passeios com a goma Mafalda Melo.

4.10.16

Jenny from the bloopers

© Stig De Block 

Às vezes, dá jeito seres paranóica; quando vês um grupo de 20 gajos a rir e a olhar para ti, pensas se haverá algo de errado contigo. E então descobres que, sim, tens as mamas à mostra, porque o botão do meio da camisa se soltou.

E umas horas mais tarde, quando sais do metro e vês um gajo a rir-se, sabes o que aquilo quer dizer.

Aprendo depressa.

30.9.16

Aos homens o que é dos homens, aos deuses o que é da dança

(Coreografia de Bellaluz Gutierrez.)

26.9.16

-

Sem mais desculpas,

Cláudia Marques

The opposite of a muse

© Jean-François Bauret, 1987

Já foi há uma semana que o li, mas não queria deixar de o partilhar. Um fascinante artigo sobre como uma secretária médica conseguiu convencer dezenas de fotógrafos cujo trabalho ela admirava a retratá-la ao longo de duas décadas. Vários destes fotógrafos testemunham como ela os conseguiu convencer e por que meios (um deles demorou anos a aceitar o convite, outro nunca cedeu à sua obsessiva insistência) e como ela conseguiu criar com eles objectos que muitas vezes não se enquadravam propriamente no conjunto da suas obras, objectos que nasceram das especificidades do seu corpo, do seu olhar e do que ela procurava enquanto retratada. Ela não se vê como uma artista, mas há quem o defenda. Na sua busca narcísica, na sua obsessão por se ver pelos olhos dos outros e daí obter uma colecção de imagens que a fixam no tempo (atestando a sua passagem) e que a fixam perante ela própria, há um "drive", um desejo, uma urgência que o artista reconhece como vital (atingir o objectivo é outra história e ela, bem, ela manteve o seu compromisso durante vinte anos, até achar que chegara a altura de lhe dar um fim).