13.6.17

Corpo Estranho

Graças a um convite para participar no 10º número da revista ESC:ALA, em vez do habitual teste de ressonância às paredes, em Abril saí à rua, testei ideias, vi pessoas. E andei a viver esta novidade como se estivesse grávida. E de certa forma estava. Disseram-me que «escrever sobre música é como dançar sobre arquitectura» e eu respondi dando à luz um Corpo Estranho.

Agradeço (mil!) à Mathilde Ferreira Neves o convite e agradeço também às musas Catarina Barros, Luís Miguel Oliveira, Vasco Baptista Marques (e Raquel Nobre Guerra, porque apesar de se ter esquivado ao assédio, foi a pensar nela que idealizei algumas das fotografias) e em especial à Rita Canas Mendes, que se revelou a melhor modelo possível, entrando completamente no espírito da coisa, alinhando em todas as maluqueiras, contribuindo com ideias, expondo-se aos piropos dos camionistas. Só as fotos da Rita sobreviveram à selecção, mas das mais de 1000 que tirei nos últimos meses, muitas serão publicadas nos locais habituais a seu tempo.
Por fim, agradeço ao Eduardo Basto pelo brainstorming, antes-durante-e-depois — ior da man.

Sejam então bem-vindos ao meu Corpo Estranho.

9.6.17

-

O que elas mudam a foto de perfil. 
Em vez de retrato cubista, plexiglass de Lourdes Castro. 
Um contorno transparente.

11.5.17

National Geographic, artigo científico

«The scientists who study citrus love it for its appeal, its mystery, and its drama. “There’s something fascinating, freaky, even sexy about citrus”»



«Out of thousands of wild types, only a few dozen have become commercial behemoths like the navel orange, Eureka lemon, and Mexican lime. They’re the citrus one percent.»

(Eureka lemon! Sou eu! I'm the citrus one percent.)


«The future is likely to bring more types of citrus, not fewer. “Citrus is competitive,” says citrus breeder and geneticist Fred Gmitter (...) “In the near future you’ll see a lot of outside-the-box new stuff.»

(Ok, se tu o dizes.)


The Citrus Family Tree, National Geographic

7.5.17

Era uma vez o Feliz Dia

Como alguns de vocês sabem (and if you don't know, now you know, nigga), a Entidade Empregadora Surrealista que me acolheu com a ambivalência de um namorado duvidoso durante um ano e meio, ao fim do qual me dispensou (claro), ficou a dever-me dinheiro. Vocês querem saber quanto e eu digo-vos: bastante. Desde aí que ando num processo extenuante de envio de e-mails com exigências, qual ex-namorada injustiçada — e, invariavelmente, muito bem sentada, para não sofrer das costas enquanto espero. E então nada. Nem uma resposta.

Depois de uns quantos meses a sentar-me a a levantar-me de sítios, um amigo muito querido chamou o Batman, um tipo misterioso que, durante o dia, vive do gozo sádico de espremer o sumo às entidades empregadoras surrealistas deste planeta e que à noite vê televisão e dorme, como qualquer advogado. Ora, aos olhos da sociedade, quando a ex-namorada reclama os seus direitos, está apenas a ser uma chata do caraças, que só sabe lamuriar-se em vez de seguir com a sua vida, mas quando é o Batman a fazê-lo, é um ganda badass. Pelo que, juntos, legitimados e fortes como o aço, temos engendrado ameaças, intimações e acções em tribunal. E então nada. N-a-d-a. A Entidade Empregadora Surrealista nada teme. A Entidade Empregadora Surrealista não abana. A Entidade Empregadora Surrealista não se abala. É difícil ser ex-namorada — é ainda mais difícil ser macaca para nada.

Um dia, estou eu numa entrevista de emprego, já a assinar os papéis do casamento, e começo a receber chamadas insistentes dos meus pais. Quando posso atender, já intrigada — para não dizer angustiada —, diz-me o meu pai: «Não te vais zangar com a tua mãe, pois não?... É que ela ligou para a Entidade Empregadora Surrealista sem tu saberes e ameaçou chamar as televisões, se não te pagassem. E agora parece que te enviaram um e-mail com uma proposta de pagamento em 12 vezes, para tu aprovares, mas ela queria contar-te tudo antes de o abrires.» O primeiro e-mail da Entidade Empregadora Surrealista. At last! Acções em tribunal do Batman? 'tá-se bem. Ameaças da minha mãe com uma ida às televisões? Vamos já pagar.
A primeira prestação? Já caiu na conta.

Mães = 1000 x Tribunais = 0

Feliz dia da Mãe!

28.4.17

Menina Limão arranja-se para ir a uma reunião com senhor de fato e gravata. Não corre bem.

— Você está… completamente derreada.
— … (?)
— Vai estar bem dentro de duas ou três semanas?
— Sim...
— Eu preciso de si com saúde.
— Mas eu estou bem...
— Está pálida.
— É a minha cor!
— Não, está ainda mais branca do que da última vez.

Ok, eu admito, eu dei na coca antes de ir para lá.

#deixem_os_brancos_em_paz
#nunca_mais_me_arranjo_na_vida

21.4.17

Daniel!

Olha, Millennium Mambo n'A Mulher Que Viveu Duas Vezes.

18.4.17

O que é que te disse sobre fumar, miúda? Dá cá um.

© Alfred Cheney Johnston (1920's? 1930's?)

12.4.17

Heavy pop

Houve poucas coisas tão catárticas como este filho único da música pop. WU LYF, tão bem lembrados pelo meu mano (na última foto), aqui "a dar tudo" no Letterman. Damn, sons.

(E já que vos reencaminho para terreno familiar, fiquem com a última produção dos Irmãos Marques.)

11.4.17

Olá, Cosmos, gostei muito

(Não estás a perceber? Atenta no post anterior.)

Wild Tigers I Have Known



Ah, poijé.

10.4.17

They Moved in Shadow All Together



Emily Jane White, They Moved in Shadow All Together (2016)

Olha, não vi este em nenhuma lista. Cabrões.

6.4.17

-

Memória, família, identidade.

A Toca do Lobo n'A Mulher Que Viveu Duas Vezes.

4.4.17

2€ por esta beleza e os fósseis de duas traças





-

Pêlo na venta e dor de corno.

Anne Of The Indies e a maravilhosa expressividade de Jean Peters, n'A Mulher Que Viveu Duas Vezes.

2.4.17

Newsletter Casa da Música #2

Estimado(a) Claúdia Marques,

Vimos informar que a Casa da Música tem já a funcionar o novo software de bilheteira.

A operação informática correu muito bem, pelo que já poderá utilizar os serviços de bilheteira, quer na Casa da Música quer online, sem qualquer restrição.

Folgo em saber que a operação informática correu muito bem. Deixa-me verdadeiramente contente. Quero desde já congratular-vos, não só pelo conseguimento, mas também pelo novo estilo imprimido às newsletters. Reconheço que se trata, afinal, de uma excelente estratégia de comunicação: já não passo sem as ler.

(Agora, por favor, aprendam a escrever o meu nome.)

31.3.17

Podem fechar o ano










Não será o momento feminista mais importante do ano, mas será certamente o mais surpreendente. Que venha do hip-hop não é pormenor de somenos.

King Kunta

30.3.17

São Jorge (2016) — my thoughts exactly



Why such movie deserves so many praises? Associated to a stale advertising style (cinematography, the focuses and blurs as long the characters walk in a frame with a camera-glue), there's a primitive accumulation of an expository discourse that wants to be meaningful.

(...)

And the way the camera does not know or want to observe spaces and characters, confusing kinesthesia and depth with the close up glued to the actors, just because, striving to find the iconography that can be remarkable. And it finds, so much that is repeated over and over and makes a movie poster. Tedious. 


José Neves, pessoa, dans le mubi

(Excelente escolha de imagens, Cláudia Marques. Obrigada, imaginary friend.)

24.3.17

I was looking for a job, and then I found a job / And heaven knows I'm miserable now

21.3.17

Como poderia ela ter-se esquecido de si


[Barrabas (1919), Louis Feuillade]

-

a louca atirou uma a uma
ao rio as poucas coisas que trazia
atirou-se também por fim
como poderia ela
como poderia
como poderia ela ter-se esquecido de si

Bénédicte Houart, Vida: Variações, Cotovia

14.3.17

Bom dia

12.3.17

Syd



Syd, Fin (2017)

27.2.17

O Oscar

E o Oscar de Melhor Banhada vai para... O Balde de Água Fria!

#woohoooo #waterfall

24.2.17

I got a complicated soul ♫

Follow My Voice, Julie Byrne, em Not Even Happiness (2017)

Natural blue

Stars over a back porch
They're talking but I, I don't say much anymore
It's old news but if you're asking
Been a long time since I...
Since I've been moved

But when I first saw you
That feeling, it came over me too
Natural blue

Natural Blue, Julie Byrne, em Not Even Happiness (2017)